quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O que é bom nos USA nem sempre é bom aqui...

Domingo passado, liguei a TV para assistir a corrida de fórmula 1 no Rio, quando me deparo com a Daniela Mercury cantando o Hino Nacional. Nada contra a Daniela Mercury, pelo contrário, mas pense num negócio nada a ver! Essa moda americana é bom lá para eles, não para nós. O Hino de um país é do povo, não de uma pessoa só, nem de um grupo, como muitos mlitares ainda pensam. O hino tem que ser cantado pelo povo, e não por apenas uma pessoa. Só me lembrei da coitada da Vanusa, em um vídeo que circula na internet, em que ela meteu os pés pelas mãos e atrapalhou-se toda na hora de cantar o hino em uma solenidade qualquer, sabe-se lá porque...

Nos USA, é comum fazerem isto, mas aqui não. Que mania de imitar os outros! Deixem o povo cantar o hino, fica tão mais patriótico, tão mais natural, tão mais brasileiro...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Orgulho de ser nordestino


Orgulho de ser nordestino. Esta frase hoje resume tudo o que estão sentindo os nordestinos que trabalham com doenças infecciosas, especialmente com a raiva humana.

Estou em Águas de Lindóia, estância hidromineral de São Paulo, bem próximo à fronteira com Minas Gerais, participando do III Seminário em comemoração ao dia mundial de combate a raiva, organizado pelo Instituto Pasteur, laboratório de referência nacional para raiva humana e animal.

Neste seminário foi apresentado oficialmente o primeiro protocolo nacional do mundo, o brasileiro, baseado em uma experiência americana bem sucedida de tratamento de um caso de raiva humana, pelo Dr. Rodney Willoughby, chamado de protocolo de Milwaukee.

Este protocolo brasileiro foi baseado na primeira experiência bem sucedida de tratamento da raiva no Brasil, feito por um médico intensivista recifense, Dr. Gustavo Trindade Henriques Filho, que lutando contra todas as adversidades técnicas, de desaparelhamento do Hospital Osvaldo Cruz, da descrença de muitos colegas médicos, que consideraram a tentativa como “loucura”, ele acreditou na possibilidade de curar o doente e enfrentou a situação. Hoje, após um ano do início do quadro, o garoto de 16 anos está curado, livre da infecção. Ainda apresenta seqüelas apenas motoras, que lentamente estão regredindo com fono e fisioterapia.

Pelo fato deste primeiro tratamento ter sido feito com sucesso em Recife, este protocolo nacional brasileiro foi batizado oficialmente de Protocolo de Recife.

Parabéns ao Dr. Gustavo Trindade Henriques Filho, pela coragem e heroísmo deste feito histórico, que já inscreveu indelevelmente o nome do Brasil na história da Medicina brasileira e mundial.

São fatos destes que nos enchem de esperança que nem tudo está perdido nesta terra brasilis, especialmente neste pedaço de chão tão sofrido e tão querido, que é Nordeste do Brasil.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Novos ares para a aviação brasileira


Quem muito vive, muito vê. Eu, que nem me acho tão velho assim, já vi tanta coisa que até me assusta às vezes.
O mundo muda muito rápido, e a cada dia muda mais rápido. Quando eu viajei de avião pela primeira vez, as companhias eram Varig, Cruzeiro, Vasp e Transbrasil. A gente andava arrumado, serviam refeições quentes, em pratos de louça e talheres de metal personalizados. Naquele tempo, os homens viajavam de terno, usando maletas de executivo. Surgiu a TAM, que manteve o padrão.
Depois chegaram as companhias aéreas ditas "low cost", com preços mais baixos e refeições de bordo idem (barrinhas de cereais e afins): BRA, Gol e mais recentemente Web Jet e Azul. As pessoas passaram a viajar mais à vontade, algumas carregam até travesseiros pacotes de lanche, tipo salgados, biscoitos e água mineral.
Depois, acabaram-se uma a uma Cruzeiro, Transbrasil, Vasp e finalmente, Varig. Só ficaram as novatas.
Esta semana eu comprovei, definitivamente, o fim de toda uma era da aviação: a Gol está cobrando pelo serviço de bordo. Você tem direito apenas à fatídica barra de cereal ou amendoim e refrigerante, água ou "suco" mancha pulmão. Se você quiser vinho, ou um sanduíche, tem de pagar na hora, em dinheiro ou cartão de crédito.
Bons tempos que não voltam mais...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Alagoas, estrela radiosa...


"Alagoas, estrela radiosa,
Que refulge ao sorrir das manhãs
Da República és filha donosa
Magna estrela entre estrelas irmãs..."

Assim começa o hino de Alagoas, terra que escolhi para viver. Mas aqui tem um pedacinho de gente que eu vou te contar...

Soube esta semana que Maceió não foi escolhida pela FIFA para ser uma das cidades-sede do Mundial de 2014 porque, simplesmente, pasmem: não concorreu. Ninguém conseguiu fazer um projeto para ser enviado à FIFA. Se tivéssemos perdido na disputa com outras cidades, menos mal - faz parte do jogo. Mas perder por WO, francamente, é de doer!

Enquanto outras cidades se estapearam pela honra de receber jogos da Copa de 2014, que se traduz em muitos turistas, verbas para melhorias das condições urbanas, principalmente transportes e hotelaria e projeção da cidade em nível mundial, atraindo futuros investimentos, turismo etc etc etc, Maceió ficou apenas olhando.

Não sei porque ainda me espanto com essas coisas. Mas os caras são bons em surpreender a gente. Como se diz por aí: nada é tão ruim que não possa piorar. Pois é...

Air France 447


Só hoje consegui sair do estado de choque que fiquei quando soube do acidente: em rota, quando os acidentes são menos de 5%, um avião moderníssimo, cheio de aparatos eletrônicos, à prova de tudo, menos... do improvável, que de vez em quando acontece. Se tivessem deixado na mão dos pilotos, humanos e falíveis, como todos nós, talvez o desfecho tivesse sido diferente. O problema é que essas traquitanas modernas não deixam os pilotos agir como deveriam, e às vezes pode dar tudo errado - como deu. Não é a primeira vez que um avião supermoderno destes cai por causa de comandos equivocados de computadores de bordo atrapalhados...

Por outro lado, como é que os pilotos, ao verem que estavam indo de encontro a uma tempestade, não tentaram desviar da rota? As tais nuvens CB (cumulus nimbus) são o que existe de mais elementar em meteorologia aeronáutica: passe ao largo! Como é que o avião foi se enfiar dentro de uma delas? Não dá para entender...

Provavelmente, nunca saberemos o que aconteceu de fato. Será dificílimo encontrar as caixas pretas, e sem elas fica tudo mais complicado. No final, a culpa vai ser de quem embarcou.

Até agora, encontraram apenas 17 corpos, e não vão encontrar muitos mais. Os peixes vão tratar de devorar todos os que ficaram. Mais dor para as famílias, que nem o direito elementar de enterrar seus mortos vão ter...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Começando a tocar...


"Minha vida é andar por esse país; pra ver se um dia descanso feliz..."

Esta frase do genial Luís Gonzaga resume bem o que tem sido a minha vida: nasci em Recife, filho de portugueses. Fui morar em Maceió, onde acabei o colégio. Fui pra Belém do Pará, fiz faculdade e especialidade lá. Voltei pra Maceió, casei com uma alagoana arretada, a Patrícia, e aqui amarrei o meu jegue e armei acampamento. Sou muito feliz com ela, agradeço a nosso Deus Criador e a Nossa Senhora a mulher que escolhi e me escolheu para dividirmos a vida.

Também não poderia deixar de citar meu pai e minha mãe, que além da vida, me deram todas as condições para chegar onde cheguei. Sem eles, eu não seria ninguém. Tenho ainda irmãos e irmã verdadeiros, na essência da palavra: Dulcinha, Tino e Gabriel. Eu também não seria quem sou sem eles. E mais um bocado de irmãos e irmãs que a vida vai dando à gente por onde passamos. É tanta gente, meu Deus...

Já andei um bocado por esse Brasil afora, a passeio e a trabalho, e por esse mundo de meu Deus também. Muito vi, muito vivi, e muito mais ainda tenho que ver e viver.

Sou violeiro por gosto e paixão, embora amador. Nas horas vagas, sou médico infectologista, que é a minha outra paixão. Sem música, sem medicina e sem a minha mulher, não sei viver...

Pretendo usar este espaço para escrever o que me der na telha, sobre qualquer assunto, e quando me der vontade e ou inspiração. Vamos ver no que vai dar...

Até a próxima!