domingo, 12 de setembro de 2010

Porto de Galinhas: mais um pedaço de paraíso na terra brasilis


Depois de um bocado de tempo sem postagens, estou de volta! No fim de agosto, em um fim de semana prolongado, que coincidiu com o meu aniversário, resolvemos, eu e minha esposa, ir à praia. Escolhemos Porto de Galinhas, onde tínhamos passado nossa lua de mel. Fantástico!

A cidade, em si, estava mais bonita e arrumada, sem aquela multidão absurda de turistas que lotam todas as lojas e restaurantes e encarecem o preço de tudo. O sol estava na medida, sem chuva, sem muito calor, perfeito!

Fomos duas vezes mergulhar nas piscinas naturais. É maravilhoso ver o trabalho do Criador ao desenhar cada uma daquelas pedras, os corais, os peixes coloridos, que seguem o barco desde bem antes da nossa chegada às pedras, já antecipando a refeição que vão ter. Um passeio fantástico, que vale a pena. A travessia é rápida, barata (dez reais por pessoa), segura.

Em Porto de Galinhas, há muitas opções de hotéis, lojas, bares e restaurantes para todos os gostos, mas nem todos os bolsos. Eita cidadezinha cara! Há muitos europeus por lá, que acabam encarecendo tudo. Uma água de côco custa R$ 3,50! Um prato de peixe frito, na beira da praia, sem luxo nenhum, R$ 60,00. Apesar disso, come-se bem.
O acesso é muito bom, em estrada asfaltada, muito bem sinalizada, duplicada em boa parte do trajeto.

Vale a pena uma visita. É mais um desses lugares que a gente não pode morrer sem visitar. E tem muitos brasileiros que ainda não conhecem essa maravilha. Os estrangeiros já descobriram. Vá lá!

Para saber mais:

http://www.visiteportodegalinhas.com

http://www.destinoportodegalinhas.com.br

http://www2.uol.com.br/portodegalinhas

http://www.portodegalinhas.com.br

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pragas brasileiras 4


A propósito da postagem anterior: nessa viagem a Foz do Iguaçu, saímos do Brasil 4 vezes: fomos uma vez ao Paraguai e três vezes à Argentina.


Impressionantes diferenças e contrastes entre países tão próximos. Para entrar e sair da Argentina, temos que parar na fronteira argentina, mostrar a identidade ou carteira de motorista, o funcionário confere todos os passageiros, como entendo que deve ser. Puerto Iguazu é uma cidade arrumada, limpa e organizada. A estrada que leva ao parque das Cataratas argentinas é muito boa, o parque é muito organizado, tudo funciona muito bem.


Já no Paraguai, esculhambação total. A feira de Ciudad del Este começa já na ponte, antes mesmo do posto de fiscalização, que estava vazio de policiais. Entramos e saímos e ninguém perguntou nada, ninguém pediu documentos, coisa nenhuma. Poderíamos ter entrado e saído com qualquer coisa que ninguém perceberia nada. Por onde consegui andar dentro de Ciudad Del Este, percebi que toda a cidade se parece com a feira da vinte e cinco de março de São Paulo, só que com muito mais camelôs, e muito mais agressivos. O único lugar decente é o Shopping Del Este, que fica exatamente atrás do prédio da alfândega paraguaia.


Mas o que mais me espantou, mesmo, foi a total ausência de fiscalização no lado brasileiro. Ninguém nos parou, ninguém pediu um documento, nada. Saímos e entramos do Brasil 4 vezes e ninguém viu. Não é à toa que o contrabando naquela região é tão forte.


Aliás, não é de hoje que observo esse fato. Quando viajei ao exterior de avião para Portugal, a PF até verifica o passaporte, mas não o carimba, nem na entrada, nem na saída. E se eu precisasse comprovar que saí do país em um determinado período? Como fazer?


Que país o nosso...

terça-feira, 30 de março de 2010

Cataratas do Iguaçu: o Brasil que o Brasil não conhece


Existe um lugar neste nosso imenso Brasil que o Brasil não conhece: o Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no extremo oeste paranaense, na fronteira com Argentina e Paraguai. É um espetáculo assombroso, impressionante, maravilhoso da Natureza. Entretanto, nos três passeios que fiz (cataratas brasileiras, cataratas argentinas e parque das aves), vi muito mais turistas estrangeiros que brasileiros – por isto o título deste texto. Muita gente, quando se fala em Foz do Iguaçu, só se lembra de compras no Paraguai e na Argentina. Conheço gente que já foi lá várias vezes, entretanto não conhece esta verdadeira maravilha da natureza, enquanto montes de turistas europeus e norte americanos viajam milhares de quilômetros para conhecer aquele pedaço do Brasil. Já na escala no Rio de Janeiro, a última antes da chegada, quase todos os passageiros embarcados eram europeus e norte americanos, e o vôo seguiu completamente lotado. Nos parques, estrangeiros em massa e muito poucos brasileiros.


O parque nacional da cataratas brasileiro e o argentino impressionam os visitantes de maneiras diferentes, embora parecidas. No brasileiro, uma visão geral das quedas d’água, com a possibilidade de quase entrar em algumas delas. A trilha por dentro da mata, com vários pontos de observação das cataratas permite uma visão panorâmica deslumbrante. Além disso, em toda a extensão da trilha, os quatis passeiam sem nenhuma cerimônia entre as pessoas, proporcionando uma atração extra neste passeio imperdível. Já no lado argentino, o passeio começa com uma viagem de trem por dentro da mata, até o início de uma passarela. Esta passa sobre braços do rio e muitas pequenas ilhas, até chegar quase dentro da principal queda d’água do parque, a “Garganta del Diablo”. Além disso, milhares de borboletas de todas as cores e muitas aves contribuem com o espetáculo. Para quem gosta de aventura, em ambos os lados do parque, pode-se fazer uma caminhada mais longa pela mata, de alguns quilômetros; ou ainda fazer um passeio de barco, navegar nas corredeiras, fazer rapel, arvorismo etc – passeios para todos os gostos.


Outro local muito interessante, que fica exatamente em frente à entrada do parque brasileiro, é o Parque das Aves. É um pedaço da floresta com vários viveiros integrados à vegetação, cada um dedicado a um ecossistema (pantanal, amazônia, savana africana etc) ou a alguma espécie importante, como é caso das harpias, das ararajubas, papagaios etc. Um atrativo interessante é que vários desses viveiros podem ser visitados por dentro, permitindo interação direta com as aves, que muitas vezes se deixam até tocar. No fim da trilha, pode-se tirar fotos com uma arara canindé e um tucano, ambos muito dóceis.


Quando houver oportunidade, não deixe de conhecer. Ou volte lá, que sempre vale a pena. Conheça o Brasil!


Para conhecer mais:

http://www.fozdoiguacudestinodomundo.com.br


http://www.cataratasdoiguacu.com.br


http://www.parquedasves.com.br


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval de Maceió é bom demais...


Eita carnaval bom danado é esse de Maceió!!!!

A cidade está vazia, parece aquelas imagens do Afeganistão devastado no pós guerra, sem ninguém por perto. Blocos deve ter 3 ou 4 e escolas de samba menos ainda.

O que achei mais interessante é que as prévias foram bastante animadas, com o Pinto da Madrugada, bloco das pecinhas e outros blocos que saíram por toda a cidade. Parecia até que o carnaval, por aqui, ia pegar fogo. Que nada...

Quem gostar de folia que vá pra Recife / Olinda, Salvador ou Rio de Janeiro. Quem gostar de sossego é só vir pra cá. Mais da metade da população saiu da cidade, o que melhora mais ainda pra quem é chegado numa tranquilidade, que nem este escriba.

Ainda dá tempo, venha embora pro sossego e bom descanso! E bom carnaval pra quem é de folia!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dra. Zilda Arns


O Brasil, principalmente as crianças carentes deste país, e a Igreja no Brasil estão de luto: morreu no terremoto do Haiti a fundadora da Pastoral da Criança e, mais recentemente, da Pastoral da Pessoa Idosa, a Dra Zilda Arns.

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns é irmã do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns. Mãe de cinco filhos e viúva desde 1978, dedicou a vida a causas humanas e solidárias.

Fundou a Pastoral da Criança em 1983, organismo de ação social ligado à CNBB, que tem como objetivo o desenvolvimento integral das crianças pobres e que promove, em função delas, também suas famílias e comunidades.

A Pastoral da Criança atua no Brasil por meio de 261 mil voluntários, que acompanham mais de 1,8 milhão de crianças e 95 mil gestantes, em mais de 42 mil comunidades de 4.066 municípios brasileiros.

Foi uma mulher de ação, com resultados concretos. Mostrou pelo seu exemplo concreto que é possível a todos ajudar seu semelhante - basta querer.

Que Deus Pai traga o conforto à família e a todos os amigos e admiradores desta mulher fantástica, e que seu exemplo sirva de estímulo aos que a seguiram neste caminho que salvou da morte milhares de crianças carentes pelo Brasil.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Pragas brasileiras 3


Mais uma para a minha coleção: a dos atentados à última flor do Lácio, inculta e bela.

Aqui em Maceió até que essa frescura era rara, mas chegou com força de uns tempos para cá: os estrangeirismos. Nós, brasileiros e lusofalantes em geral, deveríamos ter vergonha de importar termos estrangeiros, principalmente da língua inglesa. Nada contra o inglês ou outra língua qualquer; apenas entendo que se somos falantes de uma das línguas mais ricas do mundo em vocabulário, pra que importar palavras e expressões de outras línguas?

Já não bastavam os "disk-qualquer coisa", agora as pizzarias, as farmácias, floriculturas e até lanchonetes fazem "delivery". As promoções são anunciadas em letreiros enormes com "50% off". Os pacientes chegam ao meu consultório pedindo para fazer um "check-up". Os carros têm melhor "performance", em vez de desempenho. Outro dia vi um sujeito dizer, em um aula de um congresso médico, que nós poderíamos "printar" um documento, em vez de imprimir. Usando o computador, ninguém apaga um arquivo, "deleta-se" o arquivo.

Há alguns dias, soube de um fato que deixou linguisticamente aborrecido: um famoso economista português, ganhador de vários prêmios internacionais de economia, veio proferir uma palestra em São Paulo, para os alunos da Fundação Getúlio Vargas... em inglês! Não entendi?!?!?

Mas essa moda é antiga. Desde que eu me entendo por gente que as teclas de comando do aparelho de som ou do video cassete são "play", "rewind", "fast-forward" e "stop". Uma vez um vendedor me disse que esses comandos vinham em inglês porque esses equipamentos eram importados. E agora, que são todos fabricados em terras tupiniquins, para serem vendidos aqui, qual a desculpa?

Quando eu era adolescente (nem faz tanto tempo assim, deixe de maldade), quem não ouvisse música em inglês estava ultrapassado, era careta, abigobal e outros termos mais ou menos ofensivos. Atualmente nem é tanto, mas ainda se escuta muita porcaria importada; parte da culpa é nossa, que permitimos que se lancem porcarias musicais inclusive pornofônicas, como uma "música" que está tocando por aqui que fala em botar a mão na bundinha, depois não-sei-aonde e por aí vai ladeira abaixo da baixaria.

Um dos fatores mais importantes da nossa unidade e da nossa brasilidade é exatamente a língua: falamos português de norte a sul deste imenso país, com vários sotaques, mas sem barreiras intransponíveis. Pra que falar em inglês aqui, para brasileiros?

Valorizemos a nossa língua, tenhamos amor próprio!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O aquecimento global começa aqui!


Nestes tempos de Conferência sobre o clima em Copenhagem, quando só se fala de aquecimento global, derretimento das calotas polares, extinção de ursos polares e temas afins, todos extremamente importantes, pois os nossos pescoços estão em risco de ficarem debaixo d'água (principalmente para quem mora à beira-mar, como eu, em Maceió), a gente vê diaria e frequentemente exemplos gritantes da ignorância e egoísmo das pessoas, que não ligam a mínima para nada, a não ser para o próprio umbigo.

Estava eu indo para o trabalho, um dia desses, pela beira da praia, quando parei num sinal, atrás de uma Pajero, que é um carro que custa quase R$ 100.000,00 (cem mil reais, isto mesmo!). Qual não foi minha surpresa quando vi o anim... ops, motorista abrir a janela e jogar na rua um copo de iogurte vazio. Parece besteira, mas quando a próxima chuva vier, vai alagar tudo, espalhar doenças, atrapalhar a vida de todo mundo - culpa de quem? De todos nós, que jogamos lixo fora, entupindo bueiros, poluindo rios, matando animais etc etc etc.

Precisamos todos acordar da pasmaceira em que estamos. Se não começarmos imediatamente a mudar nosso estilo de vida poluidor e esbanjador, estamos correndo diretos ao abismo do desastre ambiental global, o que significará a nossa extinção. Parece que a coisa é muito mais séria do que quase todo mundo pensava, é o que dizem os cientistas que estudam a matéria.

Ter consciência ecológica e lutar pela preservação do meio ambiente não é apenas preocupar-se com as calotas polares e seus respectivos ursos, ou apenas preocupar-se com a extinção dos micos-leão dourados. É também e principalmente não jogar lixo nos rios nem nas ruas, não ligar o esgoto nos rios, não poluir nascentes, preservar manguezais, não derrubar árvores e tantas outras ações que estão ao nosso alcance.

Não se esqueça de fazer a sua parte. A nossa sobrevivência neste mundo depende das ações de todos nós. Grande abraço!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Pragas brasileiras 2


Piada que já circula por aqui em várias versões:

Com a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, os brasileiros vão enforcar 2015...

Eita povo criativo! :-)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Pragas brasileiras


Hoje eu me arretei direitinho quando fui estacionar o carro; aí me lembrei desta postagem que eu já queria fazer há algum tempo sobre duas pragas insuportáveis que existem aos milhares pelo Brasil afora: flanelinhas e entregadores de lojas de móveis e eletrodomésticos.

Os flanelinhas são uma praga insuportável em quase todas as cidades brasileiras. Neste país paga-se o IPVA mais caro do mundo e não temos o direito de estacionar em nenhum lugar sem que apareça alguém para lhe estorquir dinheiro e ameaçar riscar o carro se você não permitir que o meliante "tome conta" do seu carro. E em muitos lugares o pagamento é adiantado! O pior de tudo é que a única pessoa neste país que se irrita com isso sou eu - todo mundo paga, sem reclamar, e ainda agradece! É o cúmulo!

Outra praga insuportável é a dos entregadores de móveis e eletrodomésticos. Você é obrigado a ficar à disposição dos entregadores porque as lojas nunca marcam horários e dizem, na maior cara de pau, que não podem marcar sequer o dia, imagine a hora. Parece que estão lhe fazendo um favor imenso em entregar a mercadoria que você comprou, quando a entrega é paga pelo comprador. Novamente, ninguém reclama de nada, todo mundo acha normal ser feito de besta por esse povo - só eu reclamo neste país.

Ainda falta muito para este país atingir um nível mínimo de civilidade...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O que é bom nos USA nem sempre é bom aqui...

Domingo passado, liguei a TV para assistir a corrida de fórmula 1 no Rio, quando me deparo com a Daniela Mercury cantando o Hino Nacional. Nada contra a Daniela Mercury, pelo contrário, mas pense num negócio nada a ver! Essa moda americana é bom lá para eles, não para nós. O Hino de um país é do povo, não de uma pessoa só, nem de um grupo, como muitos mlitares ainda pensam. O hino tem que ser cantado pelo povo, e não por apenas uma pessoa. Só me lembrei da coitada da Vanusa, em um vídeo que circula na internet, em que ela meteu os pés pelas mãos e atrapalhou-se toda na hora de cantar o hino em uma solenidade qualquer, sabe-se lá porque...

Nos USA, é comum fazerem isto, mas aqui não. Que mania de imitar os outros! Deixem o povo cantar o hino, fica tão mais patriótico, tão mais natural, tão mais brasileiro...