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quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Brasil não é um país sério





Esta frase teria sido dita pelo General Charles de Gaulle, presidente francês em 1962, no contexto de uma contenda entre França e Brasil por causa da pesca da lagosta em águas brasileiras por barcos franceses. O Brasil não é um país sério. E ele tem razão até hoje.

No dia 09 de maio de 2016, o presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão, protagonizou um dos espetáculos nonsense e de oportunismo como há muito não se via: ele tentou anular a sessão da Câmara dos Deputados que decidiu pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, depois da sessão encerrada e do processo já estar tramitando na outra casa do Congresso, o Senado Federal. Uma trapalhada daquelas! Primeiro, porque ele não pode, mesmo como presidente em exercício, anular uma sessão plenária; somente o plenário da Câmara é que poderia fazê-lo, e por maioria absoluta. Segundo, porque o processo já foi enviado ao Senado e já está tramitando lá; somente o Senado, se detectasse alguma falha processual, é que poderia devolver o processo para correção.

Como reação imediata, o seu partido, o PP, já marcou reunião para expulsá-lo da legenda e a própria Câmara dos Deputados deve abrir processo de cassação do mandato contra ele.

Que razões obscuras teriam levado o deputado Waldir Maranhão a tomar tal atitude destemperada e intempestiva? Nas vésperas do anúncio desta medida, revogada em 12 horas, tal a repercussão negativa que gerou na Câmara e na sociedade brasileira, o deputado presidente interino visitou longamente o ex-presidente Lula e o advogado geral da União. O que teriam conversado?

Até quando daremos razão ao general Charles de Gaulle?...

sábado, 5 de dezembro de 2015

Operação Lava Jato: o cerco está se fechando...



Minha alma cívica, que é uma otimista incorrigível, está vivendo uma ansiosa e feliz expectativa pelos dois processos de impeachment que se aproximam e, se Deus quiser, culminarão com a saída antecipada e exclusão por oito anos da vida política do país de duas figuras nefastas da nação: Eduardo Cunha e Dilma Roussef.

Os desdobramentos da operação Lava Jato, conduzidas de forma exemplar pelo juiz federal Sérgio Moro, já levaram a prisão de figuras importantes da vida nacional dos últimos anos, como políticos de vários graus, empresários, tesoureiros de partidos e até um Senador da República no exercício do mandato.

Espero que as prisões continuem e que o cerco continue a se fechar em torno dos verdadeiros mentores do maior esquema de corrupção da história deste país.

Não tenho falsas esperanças que algum salvador da pátria apareça para acabar em um passe de mágica com a corrupção do país, mas pelo menos precisamos tirar urgentemente este grupo político que está dilapidando o país há 13 anos - triste coincidência numérica...

Está faltando alternância de poder no Brasil. A alternância é extremamente saudável para a governabilidade e para as instituições nacionais. Mas estaremos sempre sujeitos a ventos e tempestades, mas precisamos mudar já, agora, imediatamente...

E mais: não podemos deixar de ser uma democracia, embora esta seja como uma jangada: não afunda, mas a gente sempre está com os pés molhados... qualquer ditadura, de qualquer matiz ou característica, é ruim - não podemos permitir retrocessos!

A História vai se desenrolando diante de nossos olhos. Quem viver, verá...



domingo, 15 de março de 2015

Quinze de Março de 2015





Que bonito ver o povo na rua, pacífica e ordeiramente, sem baderna, mas firme em suas convicções, pedindo a saída deste governo do PT e o fim da corrupção em nosso país!

O povo brasileiro está cansado de ser enganado, ludibriado e enrolado por políticos que só buscam o enriquecimento pessoal e um projeto de poder pelo poder, sem pensar nem agir em favor do povo que os elegeram.

Ao contrário das pífias manifestações orquestradas e compradas desta sexta-feira 13 de março (em alguns lugares, a imprensa noticiou até o preço da participação: sanduíche de mortadela, R$ 35,00 e camiseta) hoje o povo vestiu as cores do Brasil e empunhou a bandeira brasileira. Não se viram bandeiras vermelhas nem de Cuba. A imprensa marrom vem sempre minimizando a quantidade de pessoas, mas nem é preciso ser matemático para ver que a quantidade de pessoas nas ruas, hoje, é muito maior do que querem dizer os contrários e muito maior do que gostariam os esquerdistas e governistas do momento.

O mote da manifestação foi contra a corrupção; por tabela, veio o fora Dilma e fora PT, além do inevitável fora Lula. Alguns saudosistas querem até a volta dos militares – sinceramente, não gostaria que isso acontecesse, estaríamos trocando uma ditadura por outra. Tenho a convicção que a democracia é sempre melhor; pelo menos temos a oportunidade e o direito de manifestação quando não concordamos com o rumo das coisas. Temos que nos manifestar antes que nos tirem até este direito!

Não é “terceiro turno eleitoral”, como dizem alguns governistas; o povo tem o direito e o dever de protestar e de exigir providências imediatas das autoridades diante de tantas denúncias de corrupção. As pessoas de bem deste país não aceitam mais tantos desmandos e tantas manobras dos políticos para se manter no poder a qualquer custo. O povo não aceita mais tanta irresponsabilidade, tanto “eu não sabia”, tanto descaso com a saúde, a educação, a economia – só para perguntar: onde está a Pátria Educadora? Extinguiu-se com os cortes das verbas das universidades e dos programas de financiamento educacional?

O gigante acordou – será verdade? Aguardemos os próximos passos...