sábado, 8 de setembro de 2012

Ano do Brasil em Portugal 2012 - 2013




Gostei! O Brasil precisa descobrir Portugal e vice versa. Temos muito mais em comum que a língua (que, em certos aspectos nem parece a mesma... :-) ). A última flor do Lácio, inculta e bela, às vezes tão desprezada e maltratada...

Foi criado uma página internet (um sítio) muito interessante (muito fixe!):

Ano do Brasil em Portugal

Ano de Portugal no Brasil

Mais informações aqui (Ministério da Cultura do Brasil) e aqui (Câmara de Comércio Brasil Portugal)

Vale a pena a visita! Como eu queria ir lá... :-)



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Altamiro Carrilho



O Brasil e a Música estão de luto: morreu Altamiro Carrilho, um dos maiores músicos do Brasil, talvez do mundo, em sua especialidade: a flauta.

Altamiro Aquino Carrilho nasceu no dia 21/12/1924, em Santo Antonio de Pádua, RJ e faleceu hoje, 15/08/2012, no Rio de Janeiro.

Dono um bom humor contagiante, tinha a simplicidade dos gênios. A flauta, em suas mãos, quase falava. Compôs mais de 200 músicas e produziu mais de 100 discos. Chegou a se apresentar em cerca de 40 países.

Aqui, um pequeno trecho do grande mestre em ação:



Leia mais aqui:




segunda-feira, 30 de julho de 2012

Xingó e rio São Francisco



Fantástico! Não há outra palavra para descrever o que vi no Xingó.

Fui participar, neste fim de semana, de um encontro do Cremal e do Cremese em Xingó, na cidade de Canindé do São Francisco, Sergipe. No sábado, fomos almoçar em Piranhas, Alagoas, no restaurante Flor de Cactus, que tem uma ótima cozinha, mas o melhor é a vista espetacular da cidade de Piranhas e uma curva do rio São Francisco. Vale a pena visitar. O hotel próximo, Pedra do Sino, tem um ótimo site - veja aqui.

Em Piranhas, dá a impressão que vamos encontrar Lampião e seu bando na próxima esquina. Tudo na cidade lembra Lampião, que passou por lá várias vezes e foi morto lá. A sua cabeça, junto com a de Maria Bonita e todo o bando, foi exposta na escadaria da prefeitura da cidade.

No domingo de manhã, subimos o São Francisco em um catamarã, visitando o canion do rio, que hoje serve como reservatório da usina hidrelétrica de Xingó. Passeio extremamente agradável! A vista no caminho, entre Sergipe e Alagoas, até o lago São José, formado após a inundação do canion, é maravilhosa. Depois, o caminho segue dentro do município de Delmiro Gouveia, Alagoas, onde passamos por um pequena gruta escavada no paredão, com uma pequena imagem de São Francisco. Mais à frente, fica um pier de atracação, onde se pode tomar um banho refrescante no rio, a uma profundidade de mais de 5 metros. Quem quiser, pode alugar uma canoa e explorar um pequeno braço do canion, e ver os desenhos na rocha do paredão, muita vegetação e mais uma homenagem a São Francisco.



Nesse pier, foram gravadas várias cenas da novela Cordel Encantado, da Globo, como o porto de Brogodó.

Foi pena que não tivemos tempo de visitar a usina por dentro, mas fica para a próxima visita. Em Canindé, fica ainda o Museu Arqueológico do Xingó, com o resultado das escavações do sítio arqueológico que foi inundado pela barragem.

Quem ainda não conhece, não sabe o que está perdendo. O Nordeste não é só litoral, não. Vá visitar!

Até a próxima!


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Novo retrocesso eleitoral no Brasil



Lá vamos nós, novamente, de marcha à ré, ou pior, na contramão da história e da modernidade: O TSE (Superior Tribunal Eleitoral), que é a instância máxima da nossa Justiça Eleitoral, decidiu, em votação apertada (4 x 3), que candidatos ficha-suja, com prestações de contas de campanhas ainda não aprovadas, podem candidatar-se novamente a cargos eletivos.

O próprio TSE já tinha decidido o contrário, mas atendeu recurso de 14 partidos políticos, que provavelmente teriam sérias dificuldades de compor suas chapas eleitorais com a legislação como estava.

Derrota da democracia, derrota do povo, derrota do Brasil e mais trabalho para nós, pobres eleitores, que continuaremos a ter imensas dificuldades de escolha nas eleições vindouras.



segunda-feira, 5 de março de 2012

Algo hicimos mal



Não sei se o discurso e a situação são verdadeiros, mas que foi (seria?) um tapa na cara de tantos políticos corruptos e incompetentes e de seus energúmenos e igualmente corrupto-incompetentes eleitores ...

x-x-x-x-x

Palavras do Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, em 18 de abril de 2009, na presença de refinada platéia (Hugo Chavez, Evo Morales, Lula da Silva, Rafael Correa, Nestor Kirchner e outros mais apagados). Pena que as sábias palavras ficaram pelo ar...



ALGO HICIMOS MAL

Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas. Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo.

Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.

Não podemos esquecer que neste continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750, todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres.

Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta. Certamente perdemos a oportunidade.

Há também uma diferença muito grande. Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.

Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul. Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura, em questão de 35 a 40 anos, é um país com $40.000 de renda anual por  habitante.

Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado? Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.

Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.

Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.

Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.

Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.

Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano. Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.

No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado. Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2,5 bilhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.

Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50 bilhões em armas e soldados. Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo? Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; gastamos em funcionários públicos; que não criamos a infra-estrutura necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas. Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.

Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos. E eu, lamentavelmente, concordo com eles.

Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...) os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o pragmatismo.

Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios  vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: "Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos". E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso".

E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.

A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos. Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos. Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.

Muchas gracias.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Olha o Ficha Limpa aí, gente!



Finalmente, uma boa notícia! Afinal, mesmo com votos contra de alguns ministros, a Lei da Ficha Limpa foi declarada constitucional. Grande vitória da democracia, grande vitória para os cidadãos de bem deste país, que querem poder votar em candidatos melhores e, ao mesmo tempo, impedir que bandidos se perpetuem no poder, apoiados por uma imensa massa de eleitores acéfalos desinformados e/ou corruptos, que trocam seus votos por vantagens pessoais.

Viva à democracia! Viva à honestidade! Viva à Ficha Limpa!

Leia mais aqui:

http://www.fichalimpa.org.br/

http://www.mcce.org.br/

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/02/ficha-limpa-coloca-filtro-na-politica-brasileira-diz-presidente-do-tse.html


Ripei do blog Idade Certa

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Desejos de Ano Novo



DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim..
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta...
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho...


(Carlos Drummond de Andrade)



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Boas Festas!



Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade!

Que as bençãos do Natal se estendam por todo o Novo Ano!

Boas Festas! Feliz Natal! Feliz Ano Novo!

Merry Christmas and a happy new year!

domingo, 20 de novembro de 2011

Prêmio merecido!




Foi divulgado, há poucos dias, o resultado de uma enquete pela internet feito pelo site Seven New Wonders para eleger as Sete Maravilhas da Natureza de todo o mundo. O Brasil levou dois prêmios, merecidamente: As Cataratas do Iguaçu e a Amazônia.

Eu já tinha escrito sobre as cataratas em outro post deste mesmo blog, que é o campeão de visitas do mesmo - confira aqui.

A Amazônia, pulmão verde do planeta e qualquer outro título que se quiser dar, é realmente deslumbrante. Só quem conhece é que consegue avaliar a variedade de fauna e flora, a enorme biodiversidade, a riqueza incalculável de água doce do planeta - não é à toa que as potências internacionais andam de olho grande pra cima da Amazônia e o Brasil não faz nada. Toda a riqueza biológica está sendo roubada por estrangeiros, que estão descobrindo seus tesouros, levando para seus países e patenteando como se deles fossem, e a gente ainda vai pagar caro para usar os produtos criados a partir deles - remédios, perfumes etc. As nossas forças armadas são uma piada - se alguma daquelas potências resolver nos invadir, já era.

Há quem diga - e eu acredito - que a próxima guerra mundial vai ser por causa da água, e a bola da vez seremos nós. Eu não quero estar vivo para ver...

Mas, enquanto isso não acontece, vamos desfrutando de tanta beleza, enquanto nós mesmos não destruímos tudo. Os maiores destruidores da Amazônia somos nós, brasileiros ganaciosos, fazendo queimadas e devastações, mineração ilegal, desmatamento, garimpos...

Leia mais aqui:

http://www.amazonia.org.br/

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Amazonia/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia






segunda-feira, 27 de junho de 2011

O São João acabou...

O São João acabou...





 

É uma pena, mas é a triste constatação que fiz neste junho de 2011: o São João acabou.

O São João que eu conhecia tinha quadrilha matuta, milho assado, milho cozido, pamonha, canjica e pé de moleque; tinha trio de sanfoneiros tocando Luís Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro e outros mestres da verdadeira música nordestina; tinha procissão de Santo Antônio e todas aquelas simpatias que as moças faziam para arrumar um namorado / noivo / marido e festas nas igrejas para São João e São Pedro; tinha festa praticamente todos os dias do mês, não tinha uma rua que não tivesse um palhoção armado e os vizinhos se juntavam toda noite para dançar quadrilha e praticamente todas as casas faziam fogueira na porta nas três principais festas. As escolas promoviam festas juninas, sempre muito animadas e disputadas.

Hoje mudou tudo, e pra pior. Quase não há mais fogueiras nas portas, palhoção na rua, nem pensar. Não há mais quadrilha matuta: agora há competição de quadrilhas praticamente profissionais, com coreografias, alegorias e adereços dignos de uma escola de samba, mas nada parecidos com quadrilhas juninas. Quase não se ouve mais Gonzagão & Cia, mas umas “bandas de forró” que tocam “músicas” de gosto mais que duvidoso e de indigências musical e lírica de doer. Pior do que isto: algumas cidades fazem disputa de qual seria o “melhor São João” e trazem atrações que nada tem a ver com festa junina, tipo Luan Santana, Ivete Sangalo e Leonardo...

Ainda se vê alguns lampejos de festa junina nas rádios educativas, que ainda tocam forró de verdade (que quase ninguém ouve...), e por obra e graça da natureza, que ainda mantém a safra de milho para o mês de junho, todos os anos. Ainda acontecem, todos os anos, as festas religiosas da igreja, e ainda acontecem procissões, novenas, trezenas e missas.

Sinais dos tempos, em que tudo é descartável e relativo. Estamos jogando fora nossos valores, nossas tradições, em nome de uma modernidade mais que frágil e dúbia. Espero que não nos arrependamos amargamente em breve...