terça-feira, 31 de outubro de 2017

Navegação baseada em performance PBN



Finalmente, após longa espera, a FAB implementou a navegação baseada em performance, que reduz substancialmente o tempo dos aviões em rota, economizando muito combustível e, ainda, reduzindo a emissão de gás carbônico na atmosfera.

Este é o maior projeto de reestruturação de um espaço aéreo controlado já empreendido no País: a implementação da chamada Navegação Baseada em Performance (PBN – Performance Based Navigation) no Sul do Brasil realizada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

O primeiro voo a ser beneficiado com as mudanças foi de uma aeronave da Força Aérea Brasileira que realizava um transporte de órgãos para transplante e que decolou de Dourados (MS) para Guarulhos (SP), ingressando na Terminal São Paulo às 2h25. Com as novas rotas, o tempo de voo diminuiu em 15 minutos, o que é muito importante para esse tipo de missão.
 
A redistribuição e otimização de aerovias e procedimentos de navegação aérea em cerca de 1,8 milhão de Km2 de espaço aéreo ratifica de vez, às aeronaves com tecnologia embarcada e tripulação capacitada, o voo orientado por satélites e sistemas digitais de performance de bordo na região.

Rotas mais curtas também impactam em outras variáveis importantes. Com a redução dos tempos de viagem, as aeronaves diminuem o consumo de combustível e, consequentemente, os custos de voo. De acordo com os cálculos do Subdepartamento de Operações do DECEA, a redistribuição dessas estradas do céu reduzirá o consumo de combustível das aeronaves em 2 mil toneladas por ano.

A quantidade é significativa porque a queima de querosene está diretamente relacionada à emissão de dióxido de carbono na atmosfera. O DECEA estima que, em face da redução dos trajetos e do tempo das viagens, cerca de 6.500 Toneladas de CO2/ano a menos deixarão de ser despachadas no céu.


Leia mais aqui.
 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Manoel da Marinheira



Olá, meu leitor!

Está acontecendo, no anexo do teatro Deodoro, em Maceió, a exposição "A Floresta Encantada de Manoel da Marinheira".



Este artista popular e escultor estaria comemorando 101 anos em 2017. Ele transforma troncos e raízes de jaqueira em obras de arte, que já ganharam o mundo, expostas em galerias e coleções nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e França.



Esta exposição apresenta peças do próprio mestre e de 4 filhos (Severino, Antonio, Manoel Júnior e André) e de seu discípulo Fábio.



Estas peças fazem parte do acervo do Museu Manoel a Marinheira, localizado na fazenda Bento Moreira, em Boca da Mata, terra natal do mestre.



Vale a pena a visita! A exposição fica aberta até 02 de setembro.

domingo, 30 de julho de 2017

Os grandes encontros



Olá, meu leitor!

Um encontro de feras da música geralmente acaba em coisa muito boa, e a MPB tem vários bons exemplos disso.

Há 20 anos, acontecia um desses: O Grande Encontro, com Alceu Valença, Geral Azevedo, Zé Ramalho e Elba Ramalho. Um disco perfeito, primoroso, irretocável. Em resumo, fantástico! Várias faixas gravadas ao vivo de verdade, não como esses "ao vivo" ensaiados por esses "artistas" de hoje em dia, empurrados nas nossas goelas e ouvidos pelas gravadoras.

O segundo volume, gravado em estúdio, também primoroso pela qualidade técnica e artística, desta vez sem Alceu Valença, com  repertório perfeito.



O terceiro volume foi o que menos gostei, embora ainda seja muito bom, acima da média. Teve a participação de outros artistas, como Lenine.



Nesse meio tempo, foi lançado outro encontro de feras, também primoroso e irretocável: Pessoal do Ceará, com Belchior, Amelinha e Ednardo. Todas as faixas são ótimas. É disco para ouvir a vida toda.



E hoje, acabei de ver no Fantástico o lançamento de mais um grande encontro de feras, Três Ases e um coringa, com Gilberto Gil, Gal Costa e Nando Reis, que vão começar a rodar o Brasil. Deve sair um CD, estou ansioso para ouvir.

Até a próxima. E boas audições!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Belchior



Soube há pouco da morte do inesquecível Belchior, grande compositor brasileiro, nordestino cearense, que soube fazer poesia como poucos, além de letras de profundo sentido, retratando a vida nossa de cada dia.


Belchior, que estudou medicina e foi seminarista (essa eu não sabia), nasceu em Sobral, Ceará, em uma família muito numerosa e, como tantos nordestinos, teve que ir para o sul maravilha para poder mostrar e viver de sua arte.

Belchior, autor de músicas inesquecíveis, como A palo seco, Como nossos pais (imortalizada por Elis Regina), Mucuripe, Divina comédia humana, Alucinação, e tantas outras... Infelizmente, nunca teve o reconhecimento devido da chamada grande mídia. Encontrei este texto no facebook, que achei perfeito, atribuído a Golbery Lessa, que reproduzo aqui:

Caetano não canta Belchior

Seria bom para a música brasileira que a morte de Belchior destravasse a reflexão e o diálogo sobre o significado sociológico, estético e político de uma geração de importantes compositores e intérpretes nordestinos não tropicalísticas surgidos nos anos 1970. Ao contrário do que ocorreu com Gil e Caetano, que foram guindados pela crítica mais prestigiada a unanimidades nacionais, os outros compositores nordestinos da mesma geração, como Belchior e Zé Ramalho, apesar de consagrados pelo público, nunca alcançaram o mesmo status dos tropicalistas em termos de crítica. Um genial compositor como Belchior viveu grande parte de sua carreira na contraditória situação de ser reconhecido por milhões de pessoas e marginalizado pelos grandes meios de comunicação. Como quem morre não pode mais contestar o status quo e, portanto, pode virar cult sem colocar o estabelecido em risco, talvez a partir de sua morte Belchior passe a ser mais valorizado e reconhecido pela crítica como um dos principais construtores da moderna MPB.

Passou os últimos anos de vida desaparecido da mídia, recluso, e assim morreu no Rio Grande do Sul.

Vai em paz, Belchior!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A culpa é do sistema



Olá, meu leitor!

Nestes primeiros dias de 2017, houve duas grandes rebeliões em presídios brasileiros, em Manaus e Boa Vista, com quase 100 mortos, presos decapitados, uma selvageria sem tamanho.

Logo aparecem extremistas querendo pena de morte para os que sobraram e para quase todos os bandidos; uma reedição moderna da lei de Talião.

Do outro lado, defensores dos "direitos humanos" bradando que os bandidos são apenas vítimas da sociedade capitalista e opressora, quiçá machista e patriarcal, das elites e oligarquias dominantes blá blá blá e mimimi.; ou bradam que "a culpa é do sistema".

Sobre este tema candente, recebi em um grupo de whatsapp um texto muito interessante, atribuído a uma juíza de direito de Minas Gerais, Dra Ludmila Lins Grilo, do qual reproduzo trechos a seguir:

"A jornalista da Globonews disse que a culpa pelo massacre na penitenciária de Manaus é do "sistema perverso".

Percebam como a mídia o tempo inteiro tenta manipular o imaginário coletivo para que a RESPONSABILIDADE PESSOAL do agressor seja absolutamente ignorada, e a culpa de tudo recaia sobre ENTES ABSTRATOS - como já alertava o psiquiatra e escritor Theodore Dalrymple em seu livro obrigatório "A vida na sarjeta".

Hoje em dia, a culpa não é do preso violento - é do SISTEMA.

A culpa não é do motorista imprudente - é do ÁLCOOL.

A culpa não é do ladrão mau-caráter - é da POBREZA.

A culpa não é do assassino cruel - é da INTOLERÂNCIA.

A culpa não é do adolescente infrator - é da DESIGUALDADE.

A retirada da responsabilidade pessoal dos ombros dos cidadãos, colocando-a em meras abstrações, é prato cheio para que ninguém mais se preocupe com NADA, já que a culpa sempre será de outra pessoa, ou, principalmente, de outra COISA.

Se a sociedade é formada de indivíduos - tal com o corpo humano é formado por células - não há como prosperar diante dessa cultura do vitimismo e da desresponsabilização de seus componentes individualmente considerados."

Texto perfeito, que retrata fielmente o pensamento de boa parte do nosso povo, tão afeito a quebra de protocolos e aos jeitinhos, que em nada nos ajudam a crescer como povo e como cidadãos. É a ditadura do relativismo levado às últimas consequências, como tão bem disse o Papa Bento XVI, quando de sua eleição, já em 2005.

Para fazer um contraponto, encontrei este outro texto, do jornalista Thiago de Góis, que tem um tom mais otimista, mas que diz a mesma coisa, em outras palavras.

Ainda temos muito que crescer e amadurecer como cidadãos e como povo. É só ver os resultados das eleições brasileiras, que é fácil entender o que estou falando...

Até a próxima!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Feliz 2017!



Olá, meu leitor!

Ufa! Finalmente, 2016 chegou ao fim. Pense num ano difícil: foi deposta a presidente Dilma, depois de 13 anos (triste coincidência) de governo PT, período difícil e complicado de nossa história republicana, mas que está ficando para trás. A operação Lava Jato está mudando a cara do Brasil e, assim espero, mudará o jeito de fazer política por estas terras tupiniquins.

Assumiu Michel Temer, que ainda terá dois anos para tentar consertar o estrago. Vamos ver se nossas coronárias aguentam o tranco...

Recentemente, a tragédia com a Chapecoense, que enlutou todo o país. E que exemplo de eficiência e solidariedade nos deu o povo colombiano!

Hoje, 1 de janeiro, assumem novos prefeitos ou novos mandatos dos mesmos prefeitos que já estavam no poder. A ver o que acontecerá. Espero que as prisões recentes dos envolvidos nos esquemas de corrupção esquente as orelhas dos novos prefeitos e as coisas andem um pouco melhor...

Feliz ano novo!

domingo, 21 de agosto de 2016

Olimpíadas no Brasil: saldo positivo?



Olá, meu leitor!

Chega hoje ao fim a primeira olimpíada em terras tupiniquins. Apesar de todos os atrasos nas obras, do medo que fosse um fiasco, de denúncias de corrupção (quantas mais aparecerão nos próximos dias...), o evento acabou sendo um sucesso. Até o clima colaborou...

Começou pela cerimônia de abertura: muito bonita. Quando comparo com a abertura da Copa do Mundo, dá vontade de rir...

Foi a melhor participação brasileira em olimpíadas, com recorde de medalhas e, pasmem: conseguimos o tão sonhado ouro olímpico no futebol masculino. O técnico Rogério Micale, Neymar e os outros jogadores começaram mal, quase ninguém acreditou que chegaríamos lá, mas chegamos! E logo contra a Alemanha... confesso que quase cheguei a apostar num bolão de quanto seria a derrota brasileira, se por mais ou menos de 4 gols de diferença, mas me enganei - ainda bem!

Uma medalha muito comemorada, quase esperada, foi a de ouro no volei masculino. Que campanha, e que jogo final: 3 x 0 na Itália foi para testar as coronárias...

Algumas outras boas surpresas, como a medalha do Thiago Braz, ouro no salto com vara; e as medalhas da ginástica masculina.

Algumas decepções: uma medalha no judô e uma na vela; foram de ouro, mas esperava mais medalhas. E as meninas do volei, do futebol e do basquete, que ficaram pelo caminho...

Eis a relação das medalhas do Brasil:

OURO:
ATLETISMO: Thiago Braz (Salto com vara)
BOXE: Robson Conceição (categoria até 60 kg)
FUTEBOL MASCULINO
JUDÔ: Rafaela Silva (categoria até 57 kg)
VELA: Martine Grael e Kahena Kunze (classe 49er FX)
VÔLEI DE PRAIA: Alison e Bruno Schmidt
VÔLEI MASCULINO

PRATA:
CANOAGEM VELOCIDADE: Isaquias Queiroz (Canoa individual (C1) 1.000 metros)
CANOAGEM VELOCIDADE:Isaquias Queiroz e Erlon de Souza (C2 1.000 metros)
GINÁSTICA ARTÍSTICA: Arthur Zanetti (Argolas)
GINÁSTICA ARTÍSTICA: Diego Hypolito (Solo)
TIRO ESPORTIVO: Felipe Wu (Pistola de ar 10 metros)
VÔLEI DE PRAIA: Ágatha e Bárbara

BRONZE:
CANOAGEM VELOCIDADE: Isaquias Queiroz (Canoa individual (C1) 200 metros)
GINÁSTICA ARTÍSTICA: Arthur Nory (Solo)
JUDÔ: Mayra Aguiar (categoria até 78 kg)
JUDÔ: Rafael Silva (categoria acima de 100 kg)
MARATONA AQUÁTICA: Poliana Okimoto
TAEKWONDO: Maicon Andrade (categoria acima de 80 kg)

Até a próxima!
 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Setenta anos do Baião



Olá, meu leitor!

Este ano comemoram-se os 70 anos do lançamento do primeiro baião, feito pelo inesquecível Luiz Gonzaga - o Gonzagão.

Fica aqui a minha homenagem a ele, e também a todos os cantores e compositores de baião; apenas para citar alguns: Dominguinhos, Humberto Teixeira, Zé Dantas e tantos outros...

"Eu vou mostrar pra vocês / como se dança o baião / e quem quiser aprender / é favor prestar atenção..."


quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Brasil não é um país sério





Esta frase teria sido dita pelo General Charles de Gaulle, presidente francês em 1962, no contexto de uma contenda entre França e Brasil por causa da pesca da lagosta em águas brasileiras por barcos franceses. O Brasil não é um país sério. E ele tem razão até hoje.

No dia 09 de maio de 2016, o presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão, protagonizou um dos espetáculos nonsense e de oportunismo como há muito não se via: ele tentou anular a sessão da Câmara dos Deputados que decidiu pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, depois da sessão encerrada e do processo já estar tramitando na outra casa do Congresso, o Senado Federal. Uma trapalhada daquelas! Primeiro, porque ele não pode, mesmo como presidente em exercício, anular uma sessão plenária; somente o plenário da Câmara é que poderia fazê-lo, e por maioria absoluta. Segundo, porque o processo já foi enviado ao Senado e já está tramitando lá; somente o Senado, se detectasse alguma falha processual, é que poderia devolver o processo para correção.

Como reação imediata, o seu partido, o PP, já marcou reunião para expulsá-lo da legenda e a própria Câmara dos Deputados deve abrir processo de cassação do mandato contra ele.

Que razões obscuras teriam levado o deputado Waldir Maranhão a tomar tal atitude destemperada e intempestiva? Nas vésperas do anúncio desta medida, revogada em 12 horas, tal a repercussão negativa que gerou na Câmara e na sociedade brasileira, o deputado presidente interino visitou longamente o ex-presidente Lula e o advogado geral da União. O que teriam conversado?

Até quando daremos razão ao general Charles de Gaulle?...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz 2016!



Feliz 2016, meu caro leitor!

O ano que acabou ontem foi difícil, muito difícil. E este ano novo, se as coisas continuarem como estão, vai ser ainda pior.

Uma das melhores frases de feliz ano novo que recebi foi a imagem que ilustra este post: é preciso "descoisar as coisas que estão coisadas", em todos os setores da vida, na política, na economia, na nossa casa, na nossa cidadania. Já vi gente desejando feliz 2019, aguardando ansiosamente que esse governo que está no poder saia e nos deixe viver em paz e com alguma dignidade...


Feliz 206 para todos!