sexta-feira, 14 de março de 2014

Violeiro Andarilho 01 - Canta coração



Olá, meu leitor!

Ontem à tarde, estava em casa, em uma rara tarde de folga, tocando violão, a pretexto de experimentar um violão que tinha chegado da recauchutagem, e minha esposa resolveu me filmar. Eu pensei que ela só ia tirar umas fotos, mas ela filmou a música todinha!

 Aí, me toquei que neste blog, apesar de ser o Violeiro Andarilho, não tinha nada meu tocando uma coisinha - aí resolvi quebrar o jejum; e acho que vou publicar outros depois, à medida que for criando coragem pra gravar.

Até a próxima! Grande abraço!



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Paco de Lucia



Morreu hoje, no México, onde residia, um dos grandes gênios da música instrumental dos nossos tempos: Paco de Lucia. Seu nome era Francisco Sánchez Gómez. Nasceu em Algeciras, Espanha, aos 21 de dezembro de 1947 e faleceu em Cancún, México, aos 26 de fevereiro de 2014.

Ele começou a tocar aos 7 anos, com o instrumento do pai. Ganhou seu apelido por conta de sua mãe portuguesa, sendo chamado, na infância, de "Paco, el de Lucía" (Paco, o filho de Lucía), como se costumava fazer na Andaluzia.

Exímio violonista, deu novo impulso ao flamenco, com uma técnica primorosa e quase irrepetível ao executar composições próprias e de terceiros. Tinha uma velocidade assombrosa ao dedilhar o violão (la guitarra, para os espanhóis).

Ele tinha algumas peças belíssimas, tais como Serrana de Malaga, Plazuela, Cepa Andaluza; outras músicas de outros autores que ele executava com maestria, tais como Malagueña de Lecuona, Zarda de Monty, Panaderos Flamencos e, talvez a mais bela de todas, o Concierto de Aranjuez, de Joaquín Rodrigo.

Para saber mais, clique aqui.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Comer bem em São Paulo 1



Olá, meu leitor!

São Paulo, entre muitas coisas boas, tem na sua gastronomia um dos seus pontos altos, disso ninguém duvida. Por isso, resolvi divulgar alguns lugares de São Paulo em que, posso dizer, comi como um rei. Quem me conhece sabe que sou um bom garfo - já disse à minha esposa que, no dia em que eu não quiser comer, me interne às pressas, que o caso é grave! :-)



1. Almoço tipo self service não precisa ser ruim. Um restaurante de comida chinesa e japonesa de muito boa qualidade, self service, com preços razoáveis, na frente da saída do metrô Liberdade, é o Itiriki. Vale a pena! Facílimo de chegar, amplo, limpo, sempre movimentado, raramente lotado - nunca precisei ficar esperando em pé por um lugar.



2. Aquele famoso sanduíche de mortadela do Mercado Municipal é imperdível, antes ou depois das compras na 25 de Março. Enfie o pé na jaca sem culpa!



3. Para sobremesa ou um lanche, a qualquer hora do dia, um doce português é sempre uma excelente pedida. Na Rua de São Bento, que fica exatamente em frente ao Mosteiro, encontra-se a Casa Mathilde, que serve várias delícias portuguesas, feitas na hora: pastéis de nata, pastéis de São Bento, chouriços, queijadinhas, quindins... qualquer um destes com um café expresso é o que há de melhor!


Quando for a São Paulo, visite estes e outros lugares. Não se esqueça de comentar aqui e deixar a sua dica gastronômica paulistana.

Bom apetite!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Reginaldo Rossi nos deixou



Este ano de 2013 foi triste para a música brasileira e pernambucana, em especial. Primeiro morreu Dominguinhos e, hoje, após dura batalha, Reginaldo Rossi. Ele estava internado em Recife, lutando contra um câncer de pulmão.

Sempre nos encontros com os amigos, quando me pedem para tocar alguma música, acaba saindo alguma música dele - sucesso total: todo mundo gosta e canta, embora muitos jurem que "nem conhecem direito..."

Reginaldo Rossi começou na Jovem Guarda e soube cantar com maestria as dores e tristezas das pessoas (Garçon, Leviana, Em plena lua de mel, o dia do corno); também soube retratar bons momentos (A raposa e as uvas); homenageou sua terra natal com várias músicas.

Já está fazendo muita falta... embora fosse chamado de Rei do Brega, suas músicas têm letra e música, diferente da maioria dos "artistas" que surgiram nos últimos tempos, por interesse apenas financeiro das gravadoras.

Vá em paz, Reginaldo Rossi!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mensaleiros na cadeia!



Este é um dia da proclamação da República inesquecível para todos nós, brasileiros honestos e decentes: começaram as prisões dos mensaleiros, finalmente!

Quis o destino e a vontade de Vossa Excelência, Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, que os mandados de prisão contra os mensaleiros fossem expedidos e cumpridos hoje.

Basta de corrupção! Basta de PT! Chega! Os cidadãos de bem deste país estão exultantes com estas prisões! Pelo menos hoje, vou dormir feliz...


Esbofetearam o português!



Não, esta não é mais uma notícia policial do dia. Foi o que o programa Encontro, comandado pela competente Fátima Bernardes, da Rede Globo, fez esta semana.

O programa mostrou uma matéria sobre Portugal e, pasmem: pôs legendas nas falas dos entrevistados! Parecia que o programa estava na Chechênia! Pelo amor de Deus! Os entrevistados falaram em português! Pra que legendas?

No Brasil, há mais variações de sotaque do que Portugal inteiro, e as pessoas entendem-se perfeitamente. Isto é um insulto à inteligência das pessoas! Eu me senti ofendido - a rede globo pensa que nós, brasileiros, somos oligofrênicos?

A última Flor do Lácio, inculta e bela, foi pisada mais uma vez...


sábado, 21 de setembro de 2013

Tejo



Há alguns dias, venho me lembrando muito do meu pastor alemão, o Tejo, que morreu há 2 anos, após ter passado 13 anos conosco. Ainda ontem, ao acabar de almoçar, guardando um resto de arroz, lembrei-me o quanto ele apreciava arroz e quaisquer pedacinhos de carne ou ossinhos de galinha, que ele comia sem cerimônia nem dificuldade...

Ele chegou lá em casa com 3 meses, já grandão, mas foi empatia desde o primeiro momento, com todo mundo. Foi um cachorro maravilhoso; aliás, como são (quase) todos os cachorros: leal até a morte, carinhoso, inteligente, ordeiro, grande companhia para todos os de casa, excelente guarda (às vezes, "meio" barulhento...), amigo dos nossos amigos e uma fera para os estranhos, além de ser um belíssimo animal, com uma capa preta irrepreensível. Ele ocupava as maiores medidas do padrão da raça - conheci poucos pastores alemães do tamanho dele. Nesta foto aqui abaixo, dá para ter uma idéia dele junto de minha mãe.



Hoje, quando passo por algum pastor alemão, imediatamente vêm à lembrança os passeios que dava com ele, às vezes tarde da noite, quando chegava do trabalho; às vezes à tarde, nas poucas folgas que eu tinha. Adorava passear; para convidá-lo, bastava pegar a coleira que ele disparava para o portão, naquela ansiedade genuína e transbordante; ou então bastava olhar para ele e perguntar: "vamos passear?", que o danado entendia exatamente o que isso queria dizer. Também adorava passear de carro: bastava abrir a mala e ele pulava dentro, incontinente, tremendo de excitação e alegria... Quando voltávamos, já era praxe: eu abria a mangueira e deixava ele beber até cansar, fazendo aquele esparrame de água. Pense na festa!

Quando estávamos em casa, ele sempre estava por perto, deitado, observando. Quando eu ia para o jardim, lá ia ele atrás. Gostava de ficar perto de mim enquanto eu lia ou dedilhava o violão. Quando eu deitava no sofá, ele deitava ao lado... Apesar disto, ele gostava de todas as pessoas da casa; tinha um chamego danado pela minha mãe, que era quem o alimentava, quase sempre. Também gostava muito de papai, que passeava com ele de manhã.

Às vezes, só de folia, eu gostava de dormir no terraço, que era bem mais fresco que o quarto, e aí eu deixava ele ficar no terraço comigo. Mas nem sempre dava certo, porque ele queria dormir no colchão e deitava nele antes de mim. Pense no trabalho para tirá-lo e poder deitar!



Ele era sempre solícito conosco, e nunca rejeitava um carinho. Mesmo deitado, quando chegávamos perto, ele passava a pata sobre a nossa mão, em um claríssimo sinal de amizade. Gostava muito que coçássemos a sua barriga e seu pescoço, muito macio. Adorava ser escovado e penteado.

Teve uma coleção de bolinhas, que ele sempre ia buscar quando queria brincar. Adorava que agarrássemos a bolinha para brincar de cabo de guerra, e ninguém tirava a bolinha da boca dele se ele não quisesse. Mas um dia, ao recebermos a visita do Tino e da Iona, que é cadeirante, ele protagonizou uma cena que emocionou a todos nós: ele percebeu rapidamente que ela não podia correr atrás dele - aí, ele largou a bolinha na mão dela, sem que ela pedisse, para que ela a jogasse, e ficou brincando assim com ela por todos os dias que ela esteve aqui. Sensibilidade rara entre nós humanos, mas normal para um cão...

Sempre recebeu bem as visitas. Minha avó, que não queria conversa com ele, era a vítima dos seus cumprimentos: passava por ela e encostava-lhe o nariz, enorme e gelado, no braço. Lá ia ela se lavar, sob protestos. Até minha esposa, que tem muito medo de cachorros de qualquer tamanho e procedência, fez uma proeza: acariciou-o várias vezes -  tenho fotos para provar! Meus sobrinhos, primos, tios, amigos que passaram pela nossa casa, até hoje perguntam por ele, quando nos encontramos.



Ele cruzou algumas vezes, e teve filhos lindos. Um desses cruzamentos foi com a cadela dos irmãos Maristas, que têm casa próximo da nossa. Fomos lá conhecê-los, que festa! A primeira foto é a mãe com os filhotes.





Eu poderia escrever muitas páginas sobre as qualidades dele, mas vou ficando por aqui. Só quis registrar o quanto ele foi importante para nós, tanto que marcou nossas vidas para sempre...



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Luto pelo Brasil...




Estou de luto pelo meu país: médicos sem revalidação empurrados na nossa goela abaixo, ameaça aos CRM e CFM que estão cumprindo a lei, mensalão, dólares na cueca, inflação de volta, financiamento da OPAS e da ditadura cubana com nossos impostos, escravidão de médicos cubanos no Brasil e, para coroar a desgraça, tal cereja no bolo, aceitação dos embargos infringentes pelo STF.

É muita desgraça junta... estou com vergonha de ser brasileiro...