sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Desejos de Ano Novo



DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim..
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta...
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho...


(Carlos Drummond de Andrade)



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Boas Festas!



Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade!

Que as bençãos do Natal se estendam por todo o Novo Ano!

Boas Festas! Feliz Natal! Feliz Ano Novo!

Merry Christmas and a happy new year!

domingo, 20 de novembro de 2011

Prêmio merecido!




Foi divulgado, há poucos dias, o resultado de uma enquete pela internet feito pelo site Seven New Wonders para eleger as Sete Maravilhas da Natureza de todo o mundo. O Brasil levou dois prêmios, merecidamente: As Cataratas do Iguaçu e a Amazônia.

Eu já tinha escrito sobre as cataratas em outro post deste mesmo blog, que é o campeão de visitas do mesmo - confira aqui.

A Amazônia, pulmão verde do planeta e qualquer outro título que se quiser dar, é realmente deslumbrante. Só quem conhece é que consegue avaliar a variedade de fauna e flora, a enorme biodiversidade, a riqueza incalculável de água doce do planeta - não é à toa que as potências internacionais andam de olho grande pra cima da Amazônia e o Brasil não faz nada. Toda a riqueza biológica está sendo roubada por estrangeiros, que estão descobrindo seus tesouros, levando para seus países e patenteando como se deles fossem, e a gente ainda vai pagar caro para usar os produtos criados a partir deles - remédios, perfumes etc. As nossas forças armadas são uma piada - se alguma daquelas potências resolver nos invadir, já era.

Há quem diga - e eu acredito - que a próxima guerra mundial vai ser por causa da água, e a bola da vez seremos nós. Eu não quero estar vivo para ver...

Mas, enquanto isso não acontece, vamos desfrutando de tanta beleza, enquanto nós mesmos não destruímos tudo. Os maiores destruidores da Amazônia somos nós, brasileiros ganaciosos, fazendo queimadas e devastações, mineração ilegal, desmatamento, garimpos...

Leia mais aqui:

http://www.amazonia.org.br/

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Amazonia/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Amaz%C3%B4nia






segunda-feira, 27 de junho de 2011

O São João acabou...

O São João acabou...





 

É uma pena, mas é a triste constatação que fiz neste junho de 2011: o São João acabou.

O São João que eu conhecia tinha quadrilha matuta, milho assado, milho cozido, pamonha, canjica e pé de moleque; tinha trio de sanfoneiros tocando Luís Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro e outros mestres da verdadeira música nordestina; tinha procissão de Santo Antônio e todas aquelas simpatias que as moças faziam para arrumar um namorado / noivo / marido e festas nas igrejas para São João e São Pedro; tinha festa praticamente todos os dias do mês, não tinha uma rua que não tivesse um palhoção armado e os vizinhos se juntavam toda noite para dançar quadrilha e praticamente todas as casas faziam fogueira na porta nas três principais festas. As escolas promoviam festas juninas, sempre muito animadas e disputadas.

Hoje mudou tudo, e pra pior. Quase não há mais fogueiras nas portas, palhoção na rua, nem pensar. Não há mais quadrilha matuta: agora há competição de quadrilhas praticamente profissionais, com coreografias, alegorias e adereços dignos de uma escola de samba, mas nada parecidos com quadrilhas juninas. Quase não se ouve mais Gonzagão & Cia, mas umas “bandas de forró” que tocam “músicas” de gosto mais que duvidoso e de indigências musical e lírica de doer. Pior do que isto: algumas cidades fazem disputa de qual seria o “melhor São João” e trazem atrações que nada tem a ver com festa junina, tipo Luan Santana, Ivete Sangalo e Leonardo...

Ainda se vê alguns lampejos de festa junina nas rádios educativas, que ainda tocam forró de verdade (que quase ninguém ouve...), e por obra e graça da natureza, que ainda mantém a safra de milho para o mês de junho, todos os anos. Ainda acontecem, todos os anos, as festas religiosas da igreja, e ainda acontecem procissões, novenas, trezenas e missas.

Sinais dos tempos, em que tudo é descartável e relativo. Estamos jogando fora nossos valores, nossas tradições, em nome de uma modernidade mais que frágil e dúbia. Espero que não nos arrependamos amargamente em breve...

quarta-feira, 23 de março de 2011

O melhor do Brasil ainda é o brasileiro



Para não dizerem que eu só escrevo para reclamar ou para esculhambar: vi nesta semana uma reportagem que me deixou muito feliz por ser brasileiro.

No Japão, após o terremoto e o tsunami, enquanto todo mundo ficou esperando pela ajuda governamental, um grupo de imigrantes brasileiros deu um belíssimo exemplo de solidariedade humana: recolheu donativos para os desabrigados e foi lá levar, vencendo todas as dificuldades. Enquanto todo mundo ficou olhando e se lamentando, a colônia brasileira foi lá e mostrou como é que se faz.

http://www.novojornal.com/internacional/noticia/brasileiros-no-japao-se-mobiliza-para-ajudar-vitimas-21-03-2011.html

http://www.mundo-nipo.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2121:comunidade-brasileira-no-japao-se-mobiliza-para-ajudar-vitimas&catid=202:nipo-noticias&Itemid=751

São notícias como esta que ainda me fazem acreditar que nem tudo está perdido...

Grande abraço!

terça-feira, 8 de março de 2011

Pragas brasileiras 7: o carnaval



E lá venho eu reclamar do carnaval de novo, mas não tem jeito. Todo ano é a mesma coisa: as mesmas músicas, os mesmos anúncios de quebra de recordes de participação nos blocos / trios / escolas de samba / cidade A / cidade B, os mesmos tristes índices de mortes no trânsito, de disseminação de doenças de transmissão sexual, o baby boom de novembro (os filhos do carnaval), as mesmas “celebridades” desfilando cada mais sem roupa nas escolas de samba, os enredos e samba-enredos cada vez piores (os caras conseguem se superar ano após ano, impressionante!) etc etc etc...

O que também enche o saco é a mania que os foliões têm de achar que a maioria da população (eu incluído), que não gosta de carnaval, não quer aprender a dançar e nem sambar, e não quer aprender as músicas e muito menos as coreografias (cada vez mais indecentes), mas acaba aprendendo, tal a altura insuportável em que são tocadas em alto falantes cada vez mais potentes, em todo lugar, obrigando a todos a ouvir esse verdadeiro lixo musical.

A chateação começa bem um mês antes: as terríveis “prévias” carnavalescas, que sujam a cidade toda, atrapalham o trânsito e a vida de quem quer, simplesmente, descansar no fim de semana. Durante o carnaval, nem se fala: praias superlotadas, ruas interditadas e imundas, trânsito caótico, o risco de se sujar por causa dos “foliões” mais exaltados e o insuportável mela-mela, tudo caríssimo, várias opções de lazer fechadas. Nem televisão se consegue assistir: só dá carnaval. Minha sorte é que ainda existe DVD, TV a cabo e internet.

Mas o pior disso tudo é que o país pára, literalmente, e para quê? Tudo bem, é um feriado para descansar, atrai turistas e divisas, mas precisa desse exagero? Onde está escrita a obrigação de, todo carnaval, ter que encher a cara, fazer besteira, se vestir de mulher, soltar a franga, ficar pulando que nem um louco atrás de um trio elétrico ou de uma batucada qualquer (na maioria das vezes, de gosto mais que discutível) e outras besteiras da época? E, nas cidades mais animadas, há anos que a quarta-feira de cinzas nem existe mais – agora é segunda-feira após o carnaval a volta ao trabalho...

Hoje eu soube que um conhecido do meu sobrinho sofreu um acidente de carro neste domingo de carnaval (bebida, sempre ela...), e está entre a vida e a morte em uma UTI. Ele está precisando de um colchão apropriado para doentes acamados, mas não está conseguindo comprar, porque o vendedor, simplesmente, desapareceu do mapa; afinal, é carnaval...

Achei esse mapa de sobrevivência aqui < http://www.gosteidisso.com.br > e achei interessante reproduzir. Pode ser que ajude mais alguém, além de mim, que também deteste carnaval...
Bom feriado!


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cesare Battisti e a diplomacia brasileira

Cesare Battisti e a diplomacia brasileira




Sinceramente, eu esperava mais do Lula. O caso Cesare Battisti foi um tiro no pé da diplomacia brasileira.

Primeiro, por abrigar um fugitivo da justiça italiana, já condenado à revelia em seu país pelo assassinato de 4 pessoas;

Segundo, por conceder asilo político a esse mesmo fugitivo mesmo sem ter motivação clara, a não ser ideológica, confundindo política e ideologia partidárias com ações de Estado, o que é gravíssimo;

Terceiro, por ter negado a extradição de um cidadão italiano, condenado pela justiça de seu país por crimes cometidos em seu próprio território;

Quarto, por ter desrespeitado acordos internacionais de extradição com a Itália, que muito acertadamente, numa demonstração clara do descontentamento e desrespeito sofridos, chamou de volta o seu embaixador, o que quase equivale ao corte de relações bilaterais – os dois países têm uma longa história de cooperação e amizade que está sendo maculada por esse ato infeliz do governo brasileiro.

Que coisa! Deixem a Itália cuidar de seus cidadãos! Se fosse o contrário, o PT e o governo brasileiro já teriam protestado aos quatro ventos. Pra que ficar com esse assassino aqui? Mandem-no de volta e acabem com isso! Fora Cesare Battisti!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pragas brasileiras 6: o ataque aos turistas em Salvador



"São Salvador, Bahia de São Salvador, a terra de preto mulato, a terra de preto doutor..."


A Bahia é linda, é charmosa, é diferente, encanta os turistas daqui e principalmente os de fora, mas a chatice dos 10 zilhões de vendedores de tudo o que se imagina e o que não se imagina, em todos os lugares, é simplesmente insuportável! Ô praga dos infernos! E é tudo caro demais!

Estive em Salvador, com minha esposa Patrícia, para participar de um congresso médico. Claro que não poderíamos deixar de passear por lá, principalmente porque Patrícia ainda não conhecia a cidade.

Primeiro os pontos positivos, para não dizerem que eu só meti o pau na cidade: tava tudo limpinho -  a limpeza urbana tem funcionado bem. Outro ponto favorável, que me surpreendeu muito: a segurança. Em todos os pontos turísticos, muita polícia, o que intimida bastante os bandidos, mas não afasta os zilhões de vendedores de qualquer coisa. E eita povo chato para grudar em alguém e não sair nem chutado!

Os piores lugares da chateação são o Farol da Barra, Mercado Modelo e Pelourinho e Igreja do Bomfim. Você já desce do ônibus dizendo: não quero fitinha da Bahia, não quero comprar nada, não tenho dinheiro, mas era inútil. Parecia que brotavam do chão e não aceitam um não como resposta. Continuam insistindo, chateando, amolegando, seguindo a gente, um saco! Na saída do elevador Lacerda, outro saco: as vendedoras de bijouterias, tão insuportáveis quanto todos os outros. E ainda vem com aquele refrão manjado para pegar os bestas: "sorria, você está na Bahia!". :-/

Outra mania chata: em todo canto tem uma baiana vestida a caráter e ou um grupo jogando capoeira e cobrando caro para tirar fotos com eles. No mercado modelo tentaram me extorquir R$ 10,00 por uma foto. Insuportável!

Outro ponto desfavorável em Salvador: é tudo absurdamente caro! Como lá tem muitos turistas estrangeiros, os preços são altamente inflacionados pelo Euro e pelo Dólar. O táxi lá é extorsivo: uma corrida do aeroporto ao centro custa a bagatela de R$ 100,00. E qualquer pretexto serve para correr bandeira 2. Um assalto institucionalizado.

Vou pensar seriamente se ainda vou voltar como turista a Salvador. Acho que não...


terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Rei das Coxinhas de Gravatá


Eu já estava frustado só de ouvir vários amigos meus contar vantagem, ou melhor, contar que comeram não sei quantas coxinhas do Rei das Coxinhas, em Gravatá, Pernambuco, às margens da BR 232. Neste fim de semana, por uma dessas felizes coincidências do destino, tive a sorte de passar por lá; não poderia perder a oportunidade. Estava com minha esposa e dois amigos, um deles também grande apreciador da iguaria.

E valeu a pena! As coxinhas são, realmente, deliciosas. Tem recheio de verdade, não é apenas massa com surpresa de recheio. O atendimento é nota 10, rápido e eficiente - talvez eu tenha dado sorte pela hora, mas que foi muito bom, foi.

Só não tinha uma tal coxinha de queijo do reino, que um amigo meu, Cristiano, jura que comeu por lá. Juro que fiquei com água na boca!

Vale a pena experimentar. Vai lá!

domingo, 3 de outubro de 2010

Pragas brasileiras 5: a lei da vantagem



Não tem jeito: em todos os lados, o que impera nesta terra brasilis é a lei da vantagem, também conhecida como lei de Gérson. Impressionante! Um exemplo auto-explicativo é a foto que ilustra este post: o trânsito cada vez mais caótico das nossas cidades, em boa parte por causa dos espertinhos que tentam tirar vantagem o tempo todo: furam filas, passam no sinal vermelho, estacionam em cima das calçadas ou em fila dupla e até tripla, ultrapassagens perigosas etc etc etc. O resultado, em geral, é este: todo mundo sai perdendo, ou melhor, ninguém sai: fica todo mundo preso pela própria esperteza...

Por falar em vantagem: nestes dias de campanha eleitoral, o que mais se ouve, ao conversar com as pessoas, é: vou votar em fulano porque ele me prometeu isto ou aquilo, ou me deu x reais etc. Aqui em Alagoas, a maioria dos candidatos paga, literalmente, em dinheiro, por votos. Geralmente um voto para deputado estadual “vale” R$ 50,00. Ocorre até disputa, e os mais espertos até conseguem receber de mais de um candidato.

O que a maioria das pessoas não quer ver é que o candidato que paga para ser votado vai tirar esse valor com juros estratosféricos, caso eleito. Eu tenho um paciente, de uma cidade ribeirinha mui aprazível, que quase sempre perde o dia da consulta porque raramente consegue lugar no transporte da prefeitura para a capital. Outro dia ele chegou revoltado, reclamando exaltadamente da situação do seu município, que está sendo dilapidado e saqueado pela verdadeira quadrilha que se instalou na prefeitura. Eu lhe respondi o óbvio: cada eleitor que aceitou vender seu voto por R$ 50,00 vendeu o médico no hospital, o remédio, a vaga do filho na escola, a vaga no transporte escolar e no transporte para pacientes etc etc por cinqüenta reais por 4 anos, e que nenhum desses eleitores tinha o direito de reclamar. Ele ficou pensativo, não disse nada na hora, mas me deu razão depois...

Outro exemplo gritante, que quase me leva à exasperação hoje: a quantidade de gente que usa de suas “prerrogativas” para furar a fila da seção eleitoral: “idosos” (alguns mais saudáveis que eu), gestantes, mães com crianças de colo (que se fossem passear teriam deixado o filho com a avó – porque não fizeram a mesma coisa hoje?), deficientes físicos, fiscais de outras seções eleitorais, uma multidão incalculável de pessoas em serviço (policiais, médicos, até carteiros fardados eu vi hoje!) – para completar: na meia hora que fiquei na fila para votar, passaram na minha frente 12 (doze!) pessoas com as mais diversas desculpas, algumas plausíveis e justificáveis, a maioria não. Haja paciência!


Ontem, em um programa de rádio, um juiz eleitoral dizia que a democracia se constrói aos poucos; as pessoas vão aprendendo à medida que vão votando. Isso leva anos, às vezes gerações inteiras, até que as pessoas percebam a força que têm nas mãos, com o seu voto. É verdade, não duvido; só queria que as coisas andassem um tiquinho mais ligeiro, nessa parte...

Nós, brasileiros, ainda temos muito que crescer como nação e como cidadãos. Ainda temos um longo caminho para percorrer, talvez em parte porque somos uma nação jovem (temos “apenas” 510 anos), embora isso não seja desculpa. A Austrália é mais jovem que nós e tem padrão de primeiro mundo. O que falta é educação, de todas as formas e maneiras, para todos. E também esse espírito leve, despreocupado, que faz a vida parecer mais fácil, mas que apaga a nossa vigilância para o que é realmente importante e o que faz a diferença – por exemplo, a escolha dos nossos governantes. Não apenas prefeitos, governadores e presidentes, mas também vereadores, deputados e senadores, igualmente importantes.

Estou acompanhando a apuração neste momento. Algumas boas surpresas, outras nem tanto. Vamos ver no que vai dar. Até a próxima!